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sábado, 14 de dezembro de 2013

Tempo nublado, Por Diogo Rodrigues Manassés

Faça-se a luz! Finalmente apareceu o Sol, também conhecido como Libertadores – em verdade, pré-Libertadores. Depois de um semestre assustador e que indicava para um pessimismo, o Clube Atlético Paranaense encerrou de forma excelente a presente temporada. Mas o grand finale veio com nuvens que ofuscaram a ótima campanha. Nuvens chamadas violência no estádio.
O grande problema é que o Clube é punido pelas brigas, bem como a torcida. Ok, o Estatuto do Torcedor prevê que o Clube é responsável. Mas prevê responsabilidade, da mesma forma, do poder público (art. 1º-A). Sinceramente, espero que o departamento jurídico do CAP peça ressarcimento ao Ministério Público de SC, se for verdade que foi esta a entidade que determinou a ausência de PM dentro do estádio. No Brasil inteiro a polícia fica dentro e fora. Em Santa Catarina a lei não é outra. Enfim, é fato que notícia maior acabou sendo a briga entre marginais vestidos de vascaínos e bandidos vestidos de atleticanos – afinal, aqueles não são torcedores. A pior parte é que a punição será perda de mando de campo, que já sabemos que não resolve absolutamente nada, e que pune também o verdadeiro torcedor, que não poderá assistir a uma partida no estádio do seu time. Uma verdadeira burrice. Enquanto isso, os indivíduos que vão ao estádio para brigar, continuam indo, seja onde for. É possível burrice maior?
Em tempo: a diretoria pode ser contra a renovação do contrato do Paulo Baier, mas, se ela não ocorrer, o Clube ficará desmoralizado. Deu a palavra que renovaria. Anunciou oficialmente. Pior, sob o argumento que estava ouvindo o torcedor. Como confiar em uma diretoria que se contradiz!?


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Valorização, Por Diogo Rodrigues Manassés

Não é momento para criticar Paulo Baier e Ederson, jogadores que deveriam ter assumido a responsabilidade contra o Flamengo, mas que foram omissos. Também não é momento para criticar o Léo pela irresponsabilidade ao desfalcar o Furacão na final da Copa do Brasil. Nem de dizer que inexplicavelmente faltou futebol para o time nos dois jogos mais importantes do ano. O adversário foi superior, com todo o mérito.

É momento de valorizar o trabalho de Mancini e de seus comandados. O time é carente tecnicamente, e futebol apenas na vontade muitas vezes não basta. Ainda assim, está indo muito além do que se esperava. Infelizmente temos a cultura de valorização exclusiva do vencedor, o que significa que o segundo lugar seria idêntico aos demais que fracassaram no título. Trata-se de um equívoco e de uma injustiça. É por isso que os envolvidos – comissão técnica, diretoria e jogadores – merecem parabéns. Dois jogos não apagam a ótima campanha da temporada. Campanha que deve ser coroada com o segundo lugar do Brasileirão. A promessa da diretoria é para 2014. Esperemos 2014, então. SRN.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

#PauloBaier100 Por Diogo Rodrigues Manassés

Paulo Baier marcou seu centésimo gol na era dos pontos corridos contra o Criciúma. Ironicamente, o primeiro foi jogando pelo Criciúma, em partida contra o Furacão. No primeiro gol, o CAP venceu por 5x2. No centésimo, derrota por 2x1. É evidente que seria melhor se tivéssemos vencido. Mas isso não exclui uma merecida parabenização ao Maestro. Não é qualquer meia que faz 100 gols em 10 anos (de 2003 a 2013, excluindo 2012). Não foi aplaudido à toa na quarta-feira. Qualidade e vontade tornam o Maestro um jogador único. Parabéns e obrigado, Paulo Baier! O futebol precisa de mais exemplos como você.              Mudando de assunto. CAP perdeu para o Criciúma com time misto. Só espero que não faça falta. A chance de um título nacional é tão real e tão próxima que a Copa do Brasil tem de ser prioridade – ou seja, poupar jogadores no Brasileirão é aceitável. O que não é aceitável é jogar o Brasileirão sem vontade. Enfim, os 180 minutos contra o Flamengo devem ser os minutos mais importantes de 2013 para os comandados de Mancini. São os jogos da vida. Não será fácil. Mas é possível. Falta pouco para fazer mais história. SRN.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Quero gritar campeão! Por Diogo Rodrigues Manassés

Certamente todos nós atleticanos temos alguns amigos torcedores do rival. Infelizmente, muitos deles, em parte pela cegueira da paixão, em parte pela alienação forçada pela imprensa, não sabem admitir o mérito da equipe atleticana nas duas competições nacionais. Cheguei a ouvir que o Furacão está na final da Copa do Brasil por sorte! Ouvi também que, apesar de ser vice-líder do Brasileirão, e figurar no G4 há várias rodadas, não está entre os 4 melhores da competição. Sem dúvida, grandes pérolas. Atitude desprezível. No futebol, é preciso saber vencer e saber perder. Isso inclui admitir a competência (ainda que, eventual e excepcionalmente, meramente defensiva) do adversário.
E só há uma maneira de calar os críticos – quero dizer, os invejosos torcedores de outros times e a abjeta imprensa (paranaense e nacional) –: levantando a Taça da Copa do Brasil em pleno Maracanã lotado. Futebol o time tem, será necessário superar adversidades (a principal já sabemos, o “apito amigo”), jogar com ainda mais vontade, aplicação e seriedade. Confio nos comandados de Mancini e no Mancini. O Clube Atlético Paranaense será campeão da Copa do Brasil 2013, contra tudo e contra todos. E terminará entre os quatro melhores times do Campeonato Brasileiro 2013. Ano histórico!


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

O melhor jogador da temporada, Por Diogo Rodrigues Manassés

Paulo Baier? Não: é importante para o time, tem liderança, pode decidir uma partida em um passe, mas não entrou em todos os jogos, nem manteve regularidade. Weverton? Não: está em ótima fase, mas sofria a desconfiança da torcida no início. Manoel? Não: normalmente ótimo, falhou em lances que acabaram sendo capitais. Everton? Não: sumido em várias partidas, apesar da importância no time. Marcelo? Não: atacante que não sabe fazer gols joga na posição errada, está no esporte errado ou precisa treinar mais; além disso, só tem uma jogada, já manjada. Ederson? Não: foi herói em muitos momentos, mas teve um hiato de muitos jogos sem marcar gol algum – afinal, é só para isso que ele é titular. Todos esses jogadores, cada um à sua maneira, são importantes para o grupo, e têm alguma qualidade (alguns mais, outros menos) – tomo a liberdade de citar Dellatorre e Zezinho, reservas extremamente úteis. Mas tem outro que foi melhor.
O melhor jogador da temporada 2013 (que está quase acabando) pelo Furacão foi o lateral-direito Léo. Não salvou o time em nenhum jogo específico, não marcou muitos (2) gols e não deu tantas (1) assistências. Mas é o melhor lateral-direito jogando no futebol brasileiro. Habilidoso, veloz e “raçudo”: tem técnica, erra poucos passes, acerta a maioria dos cruzamentos, dribla bem, tem noção tática e inteligência em campo; chega rapidamente à linha de fundo para cruzar, e costuma voltar também rapidamente para a recomposição da defesa; e vontade nunca lhe falta. Aliás, a vontade do Léo nas partidas do Furacão é exemplar, é o único jogador que não se cansa nunca. Às vezes se irrita facilmente, deixa a defesa desguarnecida ou faz faltas exageradas e desnecessárias. Léo não é um excelente lateral por apresentar um futebol brilhante todos os jogos. Ele é excelente porque mantém ótimo nível de regularidade, com poucos deslizes. Não é do tipo “nota 9” em um jogo e “nota 5” em outro. É “nota 7,5” sempre. Talvez Léo não tenha sido o mais importante de 2013. No entanto, foi sua regularidade inigualável que fez dele o melhor. É preciso fazer esforço para lembrar o último lateral de tanta qualidade jogando no Furacão. Na sua posição, Léo tem um potencial gigantesco. É jovem, pode melhorar muito (principalmente a marcação e o psicológico). Vai melhorar muito. Teremos um craque na LD. Basta o Clube efetuar a compra.


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Entrar para a história. Por Diogo Rodrigues Manassés

E os comandados de Mancini, novamente, estão criando fatos inéditos e, assim, marcando seus nomes na história do Clube. Com mais quatro jogos, poderão cravar seus nomes em nossa memória. Weverton, Léo, Manoel, Luiz Alberto, Pedro Botelho, Juninho, Maranhão, João Paulo, Zezinho, Deivid, Everton, Paulo Baier, Fran Mérida, Ederson, Ciro, Marcelo e Douglas Coutinho (eventualmente, posso ter esquecido algum que jogou a Copa do Brasil). São profissionais que têm a chance de eternizar seus nomes na história do Clube.
A semifinal é inédita, já é memorável. O problema é que a cultura esportiva brasileira só valoriza o Campeão. Não há mérito algum no “quase”. Diante disso, passar de fase diante do Internacional não significa quase nada. Estar entre os 4 melhores times das duas principais competições nacionais antes do fim significa pouco. Ou seja, a equipe tem pouco mais de um mês para fazer história.
História que começará a ser escrita na quarta-feira contra o Grêmio. Adversário difícil, não pela sua qualidade, mas pelo fato de o time gaúcho não deixar os adversários jogarem. Batem, brigam, tentam apitar. O segredo é fazer um bom resultado na Vila CAPanema, sem tomar gols, ir para Porto Alegre com a vantagem e manter a serenidade. Não, não vai ser fácil. Melhor assim. Valoriza o empenho e o trabalho. O Furacão cresce diante da dificuldade.
Rubro-negro é quem tem raça. Isso não pode (e não vai!!!) faltar ao time. Confio no Mancini. Confio nos jogadores. Acredito em uma final inédita. Quero ver novamente um grupo entrando na história do Clube Atlético Paranaense.


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Reviravolta singular. Por Diogo Rodrigues Manassés

Em apenas uma semana, o inesperado – ou não tão inesperado para alguns, é bem verdade – aconteceu: o Clube Atlético Paranaense renovou contrato com o meia Paulo Baier, mesmo após as declarações do Presidente do Clube em rede nacional. Eu já estava na Vila CAPanema quando foi feito o anúncio oficial. E foi ótimo ouvir a comemoração da torcida. Opiniões à parte, ouvir o torcedor é (praticamente) sempre correto. Parabéns à diretoria.
Faltam 9 jogos no Brasileirão, e 5 na Copa do Brasil. Nos pontos corridos, o time vai bem e tem plenas condições de conseguir a vaga para a Libertadores. Ok, o desempenho está distante do ideal. Mas o campeonato está fraco tecnicamente, é possível relevar nesse final. O que não pode é desandar. Já no mata-mata, o confronto contra o Internacional está se aproximando. A classificação para a próxima fase está encaminhada, não será fácil, mas também não apresenta grandes dificuldades, em princípio. Isso porque a dificuldade está reservada para a fase seguinte. Torcida para os comandados de Mancini não faltará. Nem futebol. Espero.


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

B de briga, Por Diogo Rodrigues Manassés

 1. Se Baier errou ao falar sobre a renovação em momento inoportuno, Petraglia errou ainda mais ao desdenhar do empenho do Maestro ao vestir com amor a camisa rubro-negra. E errou ainda mais ao aceitar a decisão de outros dirigentes de não renovar o contrato. Uma briga tola, em que só há vítimas. Em uma só tacada, comete um provável erro no futebol (quem será o meia de criação? E quem será o jogador que assume a responsabilidade? E o líder?) e tenta apagar o único ídolo recente do Clube.
Paulo Baier fará falta na Libertadores de 2014. Só espero que a saída seja com festa, e não da forma traumática como se anuncia. Todos têm direito a uma opinião, ainda que seja favorável à saída do Maestro. Isso não significa desdenhar do seu empenho. Quero dizer, uma coisa é não querer que ele continue no Clube, outra é afirmar que ele nunca fez nada, que hoje é inútil etc. Ouso questionar se são realmente torcedores. Afinal, o coração atleticano deveria estar voltado para os feitos do presente e as glórias do passado. Há atleticanos que querem repetir o caso ingratidão e o desrespeito já praticado com Geninho.
2. A entrevista do Presidente no canal ESPN teve bons e maus momentos. A promessa é de um time forte em 2014. Aguardemos. Aliás, também há a promessa de um Mundial em 10 anos (nos próximos 8, portanto). De Petraglia não duvido.
3. Finalmente a diretoria tomou uma atitude em relação aos marginais que foram à Vila Capanema exclusivamente para brigar. Estádio de futebol é lugar de torcedor, não de bandido. É por uma atitude desses marginais que toda a torcida paga, com a setorização do estádio e a proibição de guardar lugar. Espero que esse seja o único preço.
4. A vitória no Atletiba – graças ao jogador desdenhado – foi ótima em termos de resultado, mas insuficiente. Os pontos perdidos para o Vitória precisam ser retomados fora de casa. Antes, temos dois jogos em casa: vitória necessária. SRN.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Reinvenção mágica, Por Diogo Rodrigues Manassés

Eu vinha alertando para um perigo: o retrocesso. Era evidente a piora na equipe. Mas Mancini não é um técnico qualquer, percebeu e mudou o time. Sem alterações mirabolantes, sem grandes surpresas tiradas no banco, nada. Simplesmente fez o time voltar a jogar futebol.
Primeiro contra o Flamengo. Ainda que consideremos os assustadores minutos iniciais, é inegável que o time soube, repito, “voltar a jogar futebol”. O jogo contra a Ponte Preta foi atípico, em virtude da chuva. Por fim, ontem contra o Internacional, o CAP fez um primeiro tempo espetacular. Aliás, o 1x1 que na teoria seria ótimo resultado, na prática, considerando as circunstâncias do jogo – Furacão bem melhor que o time gaúcho –, foi frustrante. Sem exagero, o jogo poderia ter sido 5x2 para o Atlético.
Mas também pouco importa. O que importa é que estaremos na vantagem para o jogo da volta da Copa do Brasil. Racionalmente, o CAP passa de fase sem grande sofrimento. No Brasileirão, o time continua bem na tabela. Mais importante ainda: os comandados de Mancini conseguiram “voltar a jogar futebol”. Para o otimismo, basta. Melhor ainda, um otimismo sem deslumbramento. SRN.


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Sem lógica e previsível. Por Diogo Rodrigues Manassés

Surpreende o fato de os jogos mais difíceis (nem tanto em termos de resultado, mas de desempenho) serem os que o time se supera e joga bem (muitas vezes vencendo), como contra os dois adversários citados (e mesmo contra o Cruzeiro, jogo no qual o CAP apresentou, mais uma vez, bom futebol). Surpreende mais ainda a dificuldade contra adversários, em tese, mais fáceis, como Náutico (o aperto durante a partida foi inegável), Santos, Vasco e Fluminense. Agora, contra o Flamengo, após 15 minutos ridículos, o time se encontrou, virou e venceu com autoridade. Contra a Ponte Preta o Furacão é favorito. E é aí que mora o perigo.
Os adversários já conhecem a maneira de o time jogar, suas vulnerabilidades são públicas. A única solução é mudar alguma peça. A sequência era ruim, uma descendente facilmente visível – em termos de desempenho. Alerta, Mancini mudou contra o Cruzeiro. Surtiu efeito, mas não veio o resultado almejado. Mudou contra o Flamengo, surtiu efeito e veio o resultado (apesar de alguma dificuldade inicial). Fran Mérida deixou boa impressão, pode ser muito útil. Roger, idem. Temos um técnico que arrisca (como ao montar um 4-1-2-3 contra o Flamengo ontem, no decorrer da partida), que tem noção do que o jogo oferece, do que tem em mãos, do que é necessário... enfim, apesar de algumas pequenas discordâncias pessoais, é a qualidade que Mancini vem demonstrando que me faz crer, racionalmente, que a piora de desempenho será revertida. Já está sendo. Regularidade é fundamental e será um diferencial nas dez últimas rodadas. SRN.



sábado, 14 de setembro de 2013

Seguro morreu de velho, por Diogo Rodrigues Manassés


Nos últimos jogos, o bom futebol apresentado contra Botafogo e Palmeiras evaporou. Santos, Vasco e Fluminense seriam times a serem vencidos com facilidade. Ainda que se considere que o time tem carências e fragilidades, a preocupação é inevitável. E não custa avisar. De novo. O time se tornou previsível e está sendo estudado pelos adversários. Agora que são respeitados, os comandados de Mancini devem apresentar alguma novidade, alguma surpresa, para voltar a vencer e convencer. Caso contrário, uma decrescente se anuncia – inclusive se considerarmos que os próximos adversários são bastante qualificados.
O alerta serve para time e técnico (que sabem e perceberam a decaída), mas também para a torcida, que, em campo, terá de ser tolerante. A tabela do Brasileirão apresenta adversários difíceis no início do (re)turno. Ou seja, o Furacão de alguns jogos atrás pode demorar para retornar. Mas confiar em uma retomada vitoriosa não é absurdo. Ou seja, depois da tempestade, vem a bonança. Paciência não significa não poder criticar, significa lembrar que vaiar (o time) em campo atrapalha e que desvalorizar o que já foi feito também não ajuda. Como sempre, críticas construtivas e pés no chão. Mancini merece confiança. Deve ter cartas na manga, para impedir a piora que pode se aproximar. E já usará contra o líder.



sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Alerta gigante. Por Diogo Rodrigues Manassés

Os sustos contra o Santos e principalmente contra o Náutico podem (e devem) ser encarados de forma didática. Foram 6 pontos, duas vitórias seguidas. No entanto, vitórias com um futebol de nível inferior àquele apresentado contra Botafogo e Palmeiras. Pior, vitórias nas quais o time passou pelo risco concreto de ceder empate, que felizmente não se consumou.
O argumento de que o campeonato é longo e que relaxar pode ser normal não serve. Time que quer um bom desfecho não pode se dar ao luxo de arranjar desculpas. E aí reside um outro problema: a torcida vai na onda da empolgação precoce e, ainda pior, pensa pequeno. Acha que 2x0 em casa contra time que está bem atrás é goleada e, de forma burra, grita “olé” precipitadamente. O resultado quase custou 2 pontos. Acha que fazer 46 pontos é suficiente. De fato, esse era o objetivo inicial. Mas já sabemos que é possível pensar grande. Não importa se o jogo é um Curitiba. Não importa o adversário. Vencer, seja ele qual for e onde for.
O time do Mancini não é de primor técnico, não irá massacrar os adversários de maior qualidade. Talvez nem termine no G4 (embora hoje mire a liderança). Tanto faz. Tem suas virtudes, é inegável. Enfim, as duas últimas partidas expuseram dois fatos de muita relevância. O primeiro fato é que esnobar adversários e pensar que o jogo será ou está sendo fácil pode (felizmente ainda não deu) dar um fim trágico às partidas. Seriedade sempre, sem arrogância. E o segundo fato é que fixar o objetivo na somatória de pontos tem sido fundamental. E é por isso que nós torcedores não devemos gritar “olé”, mas sim “queremos mais”.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Irrepreensível. Por Diogo Rodrigues Manassés

Contra o Botafogo, brilhante. Contra o Palmeiras, extraordinário. Parabéns, Mancini. O desafio agora é prosseguir no mesmo ritmo. Há quem cogite títulos. Mais seguro fincar os pés no chão, como fez o comandante: o caminho a ser percorrido é extremamente árduo e bastante longo. De todo modo, no atual momento, qualquer comentário a ser feito só pode ser positivo. É evidente que ainda é possível aprimorar e que queremos mais. A qualidade cresce em progressão geométrica. A empolgação também, mas pode ser contida.
Se fosse possível apontar apenas uma estrela, seria Ederson. Com coadjuvantes de luxo, como Paulo Baier e Manoel. Coadjuvantes promissores, como Léo, Zezinho e mesmo Delatorre (não é goleador, mas tem vontade e habilidade). E coadjuvantes muito esforçados. Mas não seria justo. A estrela é o time. Ou melhor, o elenco, pois o time titular é modificado nas partidas, a depender das circunstâncias (brilhante você também, Mancini!). A verdadeira estrela é o grupo, do goleiro reserva ao técnico.
Vagner Mancini foi o único citado nos dois parágrafos anteriores, e será repetido no terceiro. Merece. Recebeu uma equipe desacreditada, fez dela um grupo vencedor. Quem sabe um time campeão. Mérito dos jogadores, sem dúvida, mas a peça-chave foi o técnico. Com isso eu quero dizer: concordando ou não com as escalações e substituições de Mancini, “deixem o homem trabalhar”. Com a moral que conquistou e continua conquistando, melhor permanecer silente. É o melhor técnico atuando no Brasil na atualidade. E o melhor no CAP desde Carpegiani. Quiçá o segundo campeão da nossa história. Aguardemos torcendo. SRN.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Máximo. Por Diogo Rodrigues Manassés

Até mesmo a superação tem um limite. Um time tecnicamente fraco, com ajustes e muita vontade, pode melhorar muito. Mas continua sendo um time tecnicamente fraco. Luiz Alberto nunca será o parceiro ideal para Manoel. Pedro Botelho não é jogador de primeira divisão, ao menos não em uma linha de 4 defensores (seria útil apenas no 3-5-2). E é por essas e outras que a defesa, apesar de aprimorada, permanece sendo uma das (a quarta) mais vazadas. Com Mancini, 8 jogos, 8 gols sofridos. De um total de 22.
O atual técnico melhorou muito o time, está tirando leite de pedra (o último a fazer isso no Furacão foi Carpegiani, em 2010). Mancini está fazendo um excelente trabalho, não há dúvidas. Mas não faz milagre. Não transforma em ouro tudo o que toca.
E é por isso que o time voltou a apresentar grosseira falha defensiva contra um time que disputa série B. E também é por isso que, apesar de várias chances criadas, o gol não foi marcado. Falta qualidade técnica na defesa e no ataque. Lembrem-se que mesmo o artilheiro Ederson perdeu um gol. Não é o camisa 9 ideal, principalmente do ponto de vista tático. O time já está no máximo, não há como exigir mais. Sim, merecia melhor sorte contra o Palmeiras, até porque jogou melhor. Mas foi incapaz, por fragilidade própria, de fazer gols. E levou um gol também por fragilidade própria.
E contra o Botafogo, em tese, o time enfrentará o adversário mais difícil até agora com Mancini. É possível vencer, na mesma estratégia adotada até agora. Mas, do ponto de vista técnico, o limite parece ter sido atingido. Resta torcer para que técnico e time tenham cartas na manga. SRN.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Pensamento gigante. Por Diogo Rodrigues Manassés

O empate contra o São Paulo foi decepcionante. Primeiro, porque era a chance de entrar no G-4. Segundo, porque o adversário se encontra no Z-4 (e que lá permaneça até o fim do campeonato!). E terceiro porque era a chance de quebrar um tabu negativo e aumentar a crise do time paulista. Por outro lado, vi torcedores que ficaram satisfeito. Isso simboliza pensamento pequeno. Para conseguir uma vaga no G-4 é indispensável pensar grande – ou melhor, pensar gigante. Empate contra time da zona do rebaixamento não é bom resultado para quem quer subir na tabela. Contra esses times, apenas a vitória interessa. Felizmente, os jogadores compartilham dessa frustração, o que é fundamental.
Não que o time seja uma máquina que vorazmente atropela adversários, longe disso. Aliás, é necessário manter o tripé a que me referi na última coluna (união-vontade-humildade), principalmente o quesito “humildade”. Mas não há incompatibilidade entre pensamento humilde e pensamento gigante. Se o objetivo era fugir do rebaixamento, agora não é mais. Saber que há deficiências, imperfeições e carências não exclui o foco na vitória contra qualquer adversário. Quem se contenta com pouco nunca consegue muito.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Superação. Por Diogo Rodrigues Manassés


O jogo contra o Bahia foi, tecnicamente, uma decepção. O tricolor baiano inegavelmente tem feito um bom campeonato, não seria um adversário fácil, o que, teoricamente, justificaria a dificuldade em jogar bem e vencer, no primeiro tempo. Após a expulsão, ingenuamente, acreditei que o Furacão iria arrebentar na etapa complementar. Continuou jogando mal. Mas venceu. É isso que fica.
O time jogou mal porque tecnicamente é limitado (mais ainda sem Everton). Demérito próprio. Mas, diferente do que acontecia com o técnico anterior, tem um bom sistema tático, que tenta compensar as limitações. Melhor ainda, também tem outra novidade: determinação. A garra dos jogadores, no atual momento, é incontestável. Se o futebol não é bonito, é pelas próprias limitações, não por falta de vontade. Parabéns aos boleiros que enfim se deram conta que jogar com vontade pode dar bons frutos. O fruto principal? Superar as deficiências individuais. Com essa superação é possível ir longe. Não forma um time invencível, mas sim um grupo difícil de ser batido.
E o que tranquiliza é que (além de buscarem reforços) Mancini tem noção de tudo isso. O discurso pós-jogo foi impecável. No tripé união-vontade-humildade, mantendo o mesmo ritmo, a superação que vemos honra a camisa rubro-negra. O time está unido, tem vontade de se superar e vencer os adversários mais difíceis, mesmo jogando mal, e tem a noção que ainda “não ganhou nada”. Parabéns aos envolvidos. SRN.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Eu acredito, Por Diogo Rodrigues Manassés

Acredito no trabalho de Vágner Mancini. É um técnico de currículo modesto (se comparado com a maioria que comanda os times do eixo), mas já mostrou que tem condições de comandar o CAP na temporada. No jogo de quarta-feira, montou um time consistente na defesa, organizado taticamente e com vontade de vencer. Mostrou que isso é possível. Eu acredito que Mancini tem condições de comandar o Furacão em uma temporada discreta, mas sem decepções. Ele tem noção da fragilidade técnica do elenco, reconhece (atitude não muito comum para os técnicos) quando o time joga mal, tem um discurso bastante adequado para o time. Fala sempre no sentido de vontade de progresso, mantendo a humildade e sabendo das próprias limitações. Na teoria, impecável. Na prática, satisfatório. Confio em Vágner Mancini.
Ainda mais importante, acredito que a diretoria reconhecerá que o elenco carece de reforços – e é justamente baseado nessa crença que acredito que o Atlético jogará a Série A em 2014. Mancini alerta a diretoria da carência evidente do elenco. Se Petraglia não se interessa pelo futebol, existem pessoas lá dentro com essa preocupação. Com contratações pontuais – mas imprescindíveis –, o Clube Atlético Paranaense não deixará sua torcida triste no final de 2013. E em 2014 enfim poderemos cobrar por um desempenho que honre a magnífica história do Clube. Enquanto isso, nos resta torcer e apoiar. E acreditar. SRN.


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Vício no jogo. Por Diogo Rodrigues Manassés

Algumas pessoas se tornam viciadas em jogos de aposta, como Pôquer (ou Poker, na grafia original). Entram em um ritmo frenético de apostas, enquanto o próprio dinheiro se esvai. Gastam rios de dinheiro em apostas.
Qualquer semelhança com a administração do Clube Atlético Paranaense não é mera coincidência. É como se o Clube fosse viciado em apostas.
É evidente que, no futebol, praticamente todos os jogadores e técnicos são apostas. Mas alguns são apostas mais certas que outras. E o Furacão gosta de apostar com alto grau de risco, trazendo técnico de série C (que felizmente já foi embora) e jogadores absolutamente desconhecidos.
O problema é que há quem confie nessas apostas. Por exemplo, um petraglista fanático apostou comigo que o Furacão terminará o campeonato em no máximo 5º lugar, porque o elenco é bom. Os jogos que tivemos até agora são insuficientes para decretar insuficiência técnica. Parece uma irracionalidade tão radical, um fanatismo tão extremo, que chega a ser doentio. Vice-lanterna em 7 jogos é sim muito preocupante. Desesperador! No atual ritmo, o CAP caminha a passos largos para uma série B em 2014. Sem jogadores titulares, o destino do Atlético no Brasileiro deve ser trágico. E falar agora significa alertar enquanto há tempo. 2013 tem cheiro de 2011.
Em tempo: assim como a pré-temporada de 5 meses, cobrar R$ 50,00 para a utilização da parte coberta da Vila Capanema dos sócios foi uma ideia idiota e um desrespeito aos sócios. Felizmente, desistiram da nova cobrança, reconhecendo o equívoco. Poderiam reconhecer que apostar nesse elenco também é um equívoco...


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Pode ser. Por Diogo Rodrigues Manassés

Existe um refrigerante, sucesso no mundo todo, que é da preferência da imensa maioria das pessoas. Contudo, existe outro, de uma empresa de menor porte, mas que também é vendido em diversos países, que tenta competir. O problema é que, ao menos aqui no Brasil, existem alguns estabelecimentos que apenas oferecem o segundo refrigerante (da empresa menor). Certamente já ouvimos “este refrigerante não tem, mas tem o outro, pode ser?”. Como até mesmo a empresa responsável sabe deste fator, criou uma propaganda utilizando-se do “pode ser” em seu favor: “já pensou que o ‘pode ser’ pode ser bem melhor?”.
            O CAP tentou um técnico top, conforme prometeu Antônio Lopes. Pessoalmente, não acho Dorival Júnior tão bom, mas é bem visto no mercado, e, depois de Ney Franco (que não viria), era o melhor disponível. Celso Roth cobra muito mais do que vale. Sobrou Vagner Mancini, uma opção intermediária. Ou ainda mais uma aposta.
            Felizmente a diretoria optou por não apostar em um novo desconhecido. É evidente que a chance de dar certo existe, mas esses desconhecidos não existem no futebol brasileiro. Quem é Ricardo Drubscky? Quem é Guto Ferreira? Esses nomes não existem na série A, ao menos não ainda. Podem crescer, mas a chance de dar certo é diminuta (vide Sérgio Soares). Apostar pode ser bom, mas viver de apostas definitivamente não é. A responsabilidade e até mesmo a dificuldade são grandes demais para estes profissionais.
            E Mancini era a opção que tinha. Era o “pode ser?”. Não, não fiquei satisfeito com a sua contratação. Mas também não fiquei totalmente insatisfeito. Trata-se de um técnico que existe no futebol brasileiro. Melhor, com uma característica que vem se tornando rara: prefere fazer o simples. Ao contrário do antecessor, ele não vai tentar fazer do Furacão um Barcelona. Talvez seja do simples que precisemos. Sem salários absurdos, e sem apostas. Pode ser a melhor opção para o momento. Vamos torcer, apoiar e dar um voto de confiança. Ele precisa e merece, ao menos para começar. SRN.


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Torcedores e vítimas. Por Diogo Rodrigues Manassés

Somos torcedores e, no atual momento, vítimas do Clube Atlético Paranaense. Torcedores, porque recomeçará o campeonato e continuaremos na nossa fidelidade incomparável. Ainda que o time não colabore. E justamente por não colaborar nos torna vítimas. Vítimas, porque, na atividade de torcer, acabamos criando a esperança de um resultado positivo que raras vezes se concretiza. Basta ver a tabela dos jogos que já ocorreram. Vítimas de um time sem qualidade e de vontade questionável. Vítimas de um técnico que teve 5 meses para montar um time decente, sem obter êxito – mas continua no cargo.
E a novidade é que somos vítimas de uma diretoria que reclama da falta de adesão de torcedores ao plano de sócios, e, ao mesmo tempo, setoriza a Vila Capanema, cobrando mais dos que já são sócios. Soa como uma punição: “se os outros não se associam, vocês é que terão de pagar”.
Sim, tudo por um bem maior, a Arena padrão FIFA. Ainda assim, não é adequado ignorar o fato que o que é principal na atividade de um clube de futebol é o futebol. O futebol para seus torcedores. No momento, vítimas.
Minha sugestão seria adesão zero ao setor no qual é cobrado valor maior. Não discordo da cobrança de alto valor dos ingressos, isso estimula a associação. Mas discordo de cobrar a mais dos que já são sócios. Se não nos submetermos a essa cobrança abusiva, essa ideia maluca cai por terra. Chega de o clube tornar seus torcedores vítimas. SRN.