sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Pensamento restrito. Por Diogo Rodrigues Manassés

Paulo César Carpegiani é um técnico que, não obstante os resultados excepcionais e a 5ª colocação, não agrada a todos os torcedores (75% de aproveitamento nas 12 últimas partidas não contentam – o que contentaria?). Pessoalmente, não concordo com algumas decisões. Por outro lado, é impossível ser unanimidade. Fato é que pegou um grupo desmotivado, ruim e pessimamente colocado e o transformou em um time empolgado (com moderação), razoável e muito bem colocado.
Razoável? Se tivéssemos um ataque realmente bom, estaríamos em colocação muito superior. Aliás, os erros de Bruno Mineiro e o sumiço de Maikon Leite têm decepcionado. É preocupante. Por enquanto, há heróis que estão salvando o grupo (como esbocei na minha última coluna), mas... até quando? Nieto deve entrar no time, oxigenando o ataque inoperante.
Na entrevista coletiva após o jogo contra o Vitória, nesta quarta-feira, Carpegiani demonstrou um pensamento restrito: a ideia, contra o Cruzeiro, na partida de amanhã, será vencer, respeitando o adversário, sem temê-lo, mas jogar para vencer. Um pensamento restrito. Neste caso, a restrição é ótima. A ambição do nosso técnico, inigualável e invejável, tem sido de grande valia para a atual ótima campanha.
Carpegiani está correto: deve restringir o pensamento à vitória, pouco importando se contra o ASA de Arapiraca ou contra o Real Madrid, na Arena ou em qualquer outro lugar. Daqui para frente, nas rodadas restantes, o pensamento deve ser restrito à vitória. De três em três pontos, o Furacão vai à Libertadores de 2011! E irá. SRN.

Um comentário:

Elaine Novak disse...

Também não "ia muito com a cara" do Carpegiani,Diogo. Mas admito que ele sempre me surpreende após as entrevistas coletivas, como na última, em que ele expôs de forma muito clara como quer o time, e eu me agradei com suas palavras. Tenho fé na vitória também! Bjus