Levei um susto ao ler sobre o jogo-treino contra o Paraná. Não pelo empate (que é péssimo, mas podia ser pior; lembrando que o gol, segundo repórteres, foi mal anulado), mas pela escalação. Carpegiani começou com um 4-5-1 (ou 4-4-2, a depender da postura em campo). Primeiro, uma linha de 4 – Leandro na lateral-direita, Manoel e Rhodolfo, Jean na lateral-esquerda; uma linha, portanto, defensiva (faz sentido!). Depois, um losango – Fransérgio como primeiro (e único) volante municiando o meio-de-campo, Mithyuê como meia pela direita (suspeito...), Paulinho na esquerda (lateral-esquerda como meia), Baier mais avançado auxiliando o ataque (como legítimo meia). Por fim, os outros dois jogadores são Branquinho (atacante ou meia sem posição fixa?) e Alex (atacante teoricamente matador). Estranho.Ainda no primeiro tempo, o treinador mudou o sistema de jogo para 4-2-3-1. Tirou Alex e colocou Bruno (acerto!), tirou Mithyuê e colocou Renan (erro!), recuando Branquinho. Por fim, tirou Branquinho e recolocou Alex, tirou Baier e colocou Maikon, e diversas outras mudanças. Apenas Neto e Rhodolfo ficaram os 90 minutos.
Assustador. Entendo o óbice dos estrangeiros (que ainda não podem jogar), entendo o sistema 4-4-2 (com linha e losango), mas alguns jogadores me assustaram por estarem em campo, além da insistência com um atacante de ofício, apenas. De imediato, Thiago Santos, Bruno, Maikon e Alex disputam essa posição. Os 3 primeiros disputam duas posições, não é preciso improvisar Branquinho. Este deve atuar como meia pela direita no losango (como jogava), Mithyuê ficaria na reserva.
A linha e o losango são geniais, se com bons jogadores. A primeira garante estabilidade defensiva, o segundo serve para dominar o meio e pressionar. Mas um atacante apenas é erro. Logicamente, muitas alterações o time ainda sofrerá (principalmente quando os gringos puderem jogar, Chico voltar do DM etc.), mas algumas escolhas me assustaram. Um atacante, Renan, Branquinho como atacante, dentre outros equívocos (ao menos em teoria), não são boas opções. Em suma: o sistema 4-4-2 nesse esquema tático pode ser genial, mas algumas escalações me deixaram com receio de resultados ruins em curto prazo.
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