
A penúltima partida do campeonato foi contra o Coritiba. Uma simples vitória já garantia o nosso título. E que alegria foi ganhar naquele dia. Saímos atrás, mas tivemos força e garra pra reagir. Numa cobrança de escanteio, Emilio, o centroavante deles, cabeceou para fazer 1 a 0. Foi uma ducha de água fria, mas a partida foi tão renhida, tão disputada, tão dura, que, aos poucos, fomos nos reanimando. Veio o segundo tempo e começamos dominando. Levoratto foi derrubado e o juiz apitou falta. Marreco cobrou, disparou um petardo – ele tinha uma bomba nos pés - e empatou o jogo.
A ansiedade pelo gol da vitória fazia o relógio andar depressa. O jogo estava quase terminando e a virada não vinha. Meu Deus, que angústia! Mas a redenção veio a seis minutos do final. Levoratto, de bico, mandou para o fundo da rede a bola que nos fez campeões de 1929. E lá estávamos nós festejando, pulando no meio dos eucaliptos e dos cedros do bosque da Água Verde.
Nós ainda empatamos com o Brasil por 2 a 2 e disputamos um torneio-extra contra o Paranaguá e Operário. Do primeiro, que era campeão do litoral, ganhamos fácil por 7 a 0. A segunda partida foi um pouco mais difícil, mas vencemos com sobra mesmo assim: 3 a 1. Assim, conquistamos o título absoluto de 1929.
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