quarta-feira, 21 de abril de 2010

Água Mole, Pedra Dura. Por Mickel Baptista

Demorou pra torcida aprender - ou assimilar - que o Furacão tem (muitas) falhas.
Vira e mexe eu to aqui dizendo que vitórias contra times de poucas expressão não nos serve como nenhuma base para um elenco que tem desafios enormes, no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil.
Os últimos dois jogos provaram isso na prática. Tivemos chances de vencer e adiministrar o resultado positivo em São Paulo, na semana passada. Não convertemos as poucas oportunidades em gols e tomamos um - por uma falha de posicionamento.
Confesso que antes da partida contra o time do Palestra fiquei pensando nos prós e contras de cada time. Nosso pró: Paulo Baier. Nosso contra: time que não está acostumado a encarar decisões como tal. Pró deles: time. Contra deles: pressões extra campo. Isso me remeteu a uma equação, onde: Se Paulo Baier jogar muito e a pressão deles fosse demais, ganharíamos. A pressão não foi tão grande assim, e Paulo que inegavelmente jogou muito bem, foi expulso. Comprometendo não apenas o psicológico de um time que tem ele como ponto de equilíbrio, mas também a partida de volta na Baixada. Momento de instabilidade que prá certos profissionais com as credenciais que ele possui tem um peso imperdoável.
Depois desse "baque", viria outro ainda pior. A derrota no fim de semana para o time do Alto da Glória, sem dúvida fez acender o sinal de alerta - que a tempos eu já estava propondo acender. Agora o que todo mundo pensaria se ganhássemos no fim de semana?! - Que somos imbatíveis!? Tá longe disso. Sem desmerecer, o Coxa fez um grande campeonato e devido as lambanças na mídia que causou no fim do ano passado, eles consideravam obrigação ganhar. Fato È que era nossa obrigação ganhar deles. Mas, como citei umas linhas acima È difícil esse povo vestir uma camisa de decisão. Jogar um jogo decentemente.
Perdemos o título estadual. No Couto, para um time que mostrou ser mais time durante todo o campeonato (podem me corrigir nos comentários, se estiver errado!).
Agora, segue uma outra decisão. Essa comprometendo todo o calendário do primeiro semestre.
O Palmeiras È sim um bom time, È frio, e sabe jogar fora de casa - podem me mostrar números para contestar, mas, posso contar no dedo quantas vezes ganhamos (bem) deles na Arena.
Tenho medo de uma derrota essa noite?! Sim, muito medo. Temos que lotar a Arena e gritar muito, mesmo Diego Souza dizendo que não faz diferença? Sim, e de preferência vaiar todas as vezes que eles tocarem na bola. Nossa torcida È o diferencial já que o time não corresponde.
Depois de tanto tentar me convencer que meu time era "o time", me arrasei. A pedra È dura, mas uma hora a gente aprende.
Que logo mais seja provado o contrário. Prá que todos nós voltemos a sorrir, enfim.
Ps.: Não tocarei no tema "preconceito", "racismo" e agressões aqui, pois isso È caso pra Polícia. Qualquer coisa, discutimos a respeito disso no msn que se encontra no site.
Até semana que vem.
Sempre Furacão.


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