quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O DESMANCHE DO PROJETO 'ARENA DA BAIXADA 2014' - TODA A VERDADE. POR DOÁTICO SANTOS


Marcos Malucelli levanta uma cortina de fumaça para preparar terreno à desistência de sediar a Copa do Mundo em nosso Estádio Joaquim Américo. Faz isso seduzido pela 'influência' dos Ingleses que se esforçam para construir o estádio do rival da Rua Mauá. As declarações na imprensa e a fábrica de dificuldades para honrar o caderno de encargos apresentado pelo Atlético, no que diz respeito à praça esportiva, são o vetor do desmanche do projeto gestado pelo Furacão nos últimos tempos. Todos os detalhes dessa trama sórdida e as considerações finais, onde falo da minha participação durante todas as fases do Projeto Arena da Baixada 2014, estão descritos a seguir... A cortina de fumaça desencadeada pelo mandatário atleticano visa confundir a torcida instando-a a imaginar que o Atlético estaria sendo injustiçado pela FIFA e pelos Governos a arcar com custos além do que seria o razoável. Mero jogo de cena. Após o dia 31 de Maio algo de novo aconteceu com as exigências do Comitê Internacional da FIFA? Não. Então o que justifica essa súbita preocupação de Malucelli. Nada. O Atlético para obter a indicação da Arena da Baixada como estádio da Copa não preencheu um caderno de encargos de acordo com as exigências dos organizadores do Mundial? Preencheu. No caderno de encargos elaborado pelo Clube houve ingerência do Governo do Estado ou da Prefeitura de Curitiba. Não, não houve ingerência nenhuma. Cada um dos níveis produziu o seu compromisso. Compromissos no plano estadual, municipal e compromissos dos responsáveis pela praça esportiva. Portanto, até o dia 31 de maio quando obteve a indicação de praça esportiva do mundial, a diretoria do CAP não formulou nenhuma reclamação. Feitos os esclarecimentos, vamos às razões do desmanche do projeto elaborado pelo furacão Mário Celso Petraglia. É clara a disputa da atual diretoria com o ex-presidente, pelo controle dos negócios do Atlético. Dar continuidade ao projeto atleticano da Copa, significaria depender de Petraglia e seus contatos com investidores. Advogado, Malucelli está chegando agora ao mercado da bola. Então para não ser atropelado nas questões do mundial, optou por outro caminho. Mesmo, com isso contrariando os interesses do Furacão. Foi aí que o preocupado Malucelli foi sucumbir à sedução dos Ingleses e seu faraônico projeto de estádio na Rua Mauá. Para quem tem um paranista cuidando do CT do Cajú e do planejamento para o futebol, não seria difícil acertar um negócio com patrocinadores do rival, intermediado por outro Malucelli, o irmão Sérgio. É o desmanche! E assim se fez mais uma saga na história do nosso aguerrido Clube Atlético Paranaense. Há que se barrar essa traição. A nação atleticana saberá como fazê-lo, como saberá conduzir o plano estratégico mais importante da vida do Furacão, o projeto Arena da Baixada 2014. Considerações Finais: Porque tenho me arvorado conhecedor de todos os fatos relacionados. Como atleticano em tempo integral não me passaria desapercebido assunto de tamanha envergadura para o futuro de nosso rubro-negro. Fatos que julgo relevantes nessa caminhada. Estive, a convite do vereador Mário Celso Cunha na reunião com o Prefeito Municipal para apresentação do projeto do Atlético, logo após a finalização do mesmo. Presente o ex-presidente Mário Celso Petraglia e o então diretor de Marketing, Mauro Holzmann. Conversei longamente com Petraglia à véspera de sua reunião com o Governador com a mesma finalidade de apresentação do projeto. Surpreso, fui a primeira pessoa a ser procurado pelos dirigentes Petraglia e Holzmann, quando o Governo do Estado anunciou a opção pelo estádio do Pinheirão na versão Ricardo Gomide e Onaireves Moura. Imediatamente me dirigí à Assembléia Legislativa onde em contato com os deputados atleticanos e acertamos para realizar no dia seguinte uma reunião no gabinete do companheiro Alexandre Curi, primeiro secretário do Legislativo Paranaense. Ali - no dia seguinte ao anúncio do Pinheirão na Copa -, reunimos com Petraglia, cerca de 35 dos 54 deputados estaduais daquela casa. Em seguida ajudei a comandar uma grande campanha que acabou influenciar a mudança de posição do Governo Estadual e assegurar a indicação da Arena da Baixada como o Estádio da Copa em Curitiba. Afora isso, me recordo quando a pedido do ex-presidente Petraglia, organizei na Casa Civil do Governo do Estado e sob a coordenação do Secretário Caíto Quintana, as reuniões com o Colégio Expoente para desobstruir o terreno onde hoje acontece a expanção do nosso Joaquim Américo. Naquela oportunidade, compôs também a reunião o conselheiro e vereador Mário Celso e para completar, também, a pedido de Petraglia, levei debaixo do braço esse advogado Marcos Malucelli ( que hoje me chama de arruaceiro e se esquece da minha colaboração para resolver o embróglio do Expoente, quando esta pendência se arrastava por mais de 10 anos ). E nessa trajetória vitoriosa reuní mais de 2 mil amigos no dia 31 de maio para comemorarmos a indicação da nossa Arena da Baixada como o Estádio da Copa.
DÁ-LHE FURACÃO. “Enquanto eu tiver uma última gota de energia, ninguém brinca com os interesses do Atlético na minha frente.” Doático Santos



Um comentário:

eduaro veiga disse...

isso ai a arena faz parte da historia do atletico e ela não pode ser deixada de lado por causa de briga politica (dentro do atletico)o atual presidente tem que pensar nos atleticanos que dão tudo pelo time